O PENSADOR

O PENSADOR
RODIN
Mostrar mensagens com a etiqueta VOLTAIRE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta VOLTAIRE. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de abril de 2024

VOLTAIRE – CRÍTICO DA IGREJA CATÓLICA


Voltaire foi um dos insurgentes contra as más práticas da Igreja Católica:

“Cristo foi judeu e vós queimais os judeus; viveu pobre e vós sois ricos; pagou impostos e vós os exigis; submeteu-se aos poderosos e vós sois poderosos; andava a pé, vós em carruagem; comia o que lhe davam; vós não vos privais de carne nem à sexta-feira; proibiu Pedro de usar a espada e vós possuís um exército; assim sendo, fazendo o contrário de Cristo, sois o ANTI-CRISTO.”



quinta-feira, 7 de março de 2024

VOLTAIRE – TÉDIO E INQUIETUDE

 

A maioria dos homens nasceu para conviver quotidianamente com as convulsões da inquietude enquanto uns poucos vivem na letargia do tédio. 

Concordo com Voltaire que o trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade. Mas também constato que a maior parte dos trabalhadores vive ou miseravelmente ou descontente, formatada por rotinas obnubiladoras.

Trabalhar sem dissertar talvez seja o único meio de tornar a vida suportável. 

Será?


***


domingo, 3 de março de 2024

VOLTAIRE - O MELHOR DOS MUNDOS

 

Se este é ou não o melhor dos mundos, Voltaire escreve no “Cândido”:

“Senhor, pensais sem dúvida que tudo corre pelo melhor neste mundo físico, e também no moral, e que de outra forma não poderia ser?

- Eu, senhor, respondeu o sábio a Cândido, não penso nada disso: penso que no nosso mundo tudo vai de mal a pior.”

Um mundo corrupto e constantemente em guerra, em todos os sentidos.


***


sexta-feira, 1 de março de 2024

VOLTAIRE CONTRA O OPTIMISMO DE LEIBNIZ - A NATUREZA DO HOMEM

 


Voltaire, contrariando a tese dos filósofos optimistas, em especial de Leibniz, que via no mundo a eterna bondade de Deus, escreveu na sua obra “Cândido”:

“Então com que fim foi este mundo formado? Disse Cândido.

- Para nos meter raiva, respondeu Martinho.

- Não estranhastes, continuou Cândido, o amor daquelas duas moças do país dos Orelhudos tinham por aqueles dois macacos (seus amantes) cuja história vos contei?

- De todo, disse Martinho; não vejo que tem essa paixão de estranho; vi tantas coisas extraordinárias que já nada é extraordinário.

- Acreditais, disse Cândido, que os homens sempre se massacraram como hoje em dia, que sempre tenham sido mentirosos, tratantes, pérfidos, ingratos, bandidos, frouxos, frívolos, cobardes, invejosos, gulosos, bêbados, avaros, ambiciosos, sanguinários, caluniadores, debochados, fanáticos e tolos?

(…)

Martinho disse: - Se os gaviões sempre tiveram o mesmo carácter, por que razão quereis que tenham os homens mudado o deles?


***

VOLTAIRE E O SUICÍDIO

 

Voltaire no seu “Cândido”, pergunta-se se haverá coisa mais tola do que a de querer carregar continuamente um fardo que se quer a todo o momento largar por terra? Do que ter horror à sua existência e querer continuar a existir? Por fim, do que acariciar a serpente que nos devora, até que ela nos tenha devorado o coração?

 

Se por um lado temos o instinto de sobrevivência, da nossa preservação enquanto membros da mesma espécie, por outro enfrentamos o sofrimento físico e psicológico, a indignidade e a incapacidade de controlarmos a nossa vida, principalmente na velhice e na doença grave. A vida de qualquer um de nós, pobre ou rico, novo ou velho, pode transformar-se numa verdadeira tragédia de doenças terminais, de indignidade – que nos transforma num fardo pesadíssimo para os nossos -, de dor, que não conseguimos vencer. Aí, quando a força do sofrimento suplanta em muito a força da sobrevivência, a muitos só resta a ideia do suicídio. Que mais vos poderei dizer?


***

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

LEIBNIZ - UM FILÓSOFO APAIXONADO PELO SEU DEUS FILOSÓFICO - O ADVOGADO DE DEUS



Leibniz foi um filósofo controverso, que procurou abranger na sua vasta obra todas as ciências do seu século. Para uns, um filósofo e matemático excelente, para outros, um alquimista, um esotérico, complexo e de difícil compreensão. Mas, um filósofo, cuja demanda fundamental se prende com a existência de Deus. Um filósofo apaixonado pelo seu Deus filosófico.
Nos Ensaios de Teodiceia, debate a antiquíssima questão – veja-se, nomeadamente, o Livro de Job – da relação do mal com Deus.

Se Deus é o que de mais perfeito existe, se é bondade, omnisciência e omnipotência, porque permite tanto sofrimento físico e psicológico, crueldades, injustiças?

Os Ensaios tiveram irónica réplica de Voltaire, na obra Candide, que representou Leibniz na pessoa do Dr. Pangloss, que perante todas as calamidades e crueldades do mundo, refere com constância que tudo ocorre para o melhor no melhor dos mundos. Também no extenso poema que escreveu sobre o terramoto de Lisboa de 1755, volta a atacar frontalmente o optimismo de Leibniz.

Ao que parece, Leibniz julga que Deus escolheu o mais perfeito dos mundos possíveis, mundo esse, que não sendo perfeito é o que mais se aproxima da perfeição.
Desta opinião não comunga Aristóteles, quando afirma que seria melhor não termos nascido, mas que se tal ocorreu, o melhor será morrer quanto antes.
Esta é uma questão que não nos abandona, principalmente em épocas de crise. Na noite escura dos dias, é a interrogação que nos domina ao adormecer, muito em especial, quando confrontados com todo o sofrimento que emana deste planeta, fruto da natureza ou das mãos do homem, em regra, criatura vil e mesquinha, carrasca do seu semelhante. E mais nos assoberba, na aproximação de nova catástrofe.

Será que de um Ser absolutamente perfeito poderá nascer algo tão imperfeito como o mundo em que vivemos? Será que um Ser omnipotente permitirá a execução de tantas e tamanhas atrocidades cometidas contra os desvalidos? Será que um Ser omnisciente não conseguiu prever o sofrimento que a sua criação iria causar? Seria esse Ser impotente para conjecturar e dar à luz, um mundo quase perfeito e não o inferno que gerou para a maioria da humanidade?

Leibniz, é mais do que um optimista, é um excelente advogado de Deus. Pena é, que não me conforte e permita adormecer na sua “fé filosófica”.




domingo, 18 de janeiro de 2015

VOLTAIRE - DEÍSTA - DEUS NÃO INTERVÉM NO MUNDO




François Marie Arouet, que adoptou o nome de Voltaire, nasceu em 1694 e faleceu em 1778.
Foi um dos mais célebres iluministas, cuja divisa era: “Tem coragem para te servires do teu intelecto”.

Algumas obras:

Cartas Filosóficas – Nas primeiras cartas, Voltaire critica o Catolicismo e os seus sacerdotes.

Cândido – Será este o melhor dos mundos? – pergunta-se. Há uma crítica às instituições políticas e religiosas.

Tratado sobre a Tolerância – Voltaire julga a intolerância absurda e horrível.

É um humorista satírico, que não aceita e ironiza, quer a Escolástica quer a religião tradicional. Anticristão, considerava-se deísta – entende-se por deísmo toda a doutrina que admite a existência de um Deus, mas sem a referir a qualquer religião revelada.

O homem se pensar unicamente em si, não está a pensar em nada, diz. E não pensa em nada, porquanto está inelutavelmente ligado ao mundo, por uma condição que coabita quer com o bem quer com o mal, realidades inexplicáveis à luz da razão.

Acreditava que se Deus não existisse, seria necessário inventá-lo. Porém, toda a natureza proclama e atesta a sua existência.

Deus é o autor da ordem no mundo físico. Limitou-se a colocar os homens e animais na superfície terrestre, devendo estes conduzir-se, segundo a sua natureza, da melhor forma possível.

Relativamente ao terramoto de Lisboa ocorrido em 1755, escreveu um poema, no qual exprimia as suas dúvidas quanto à regência providencial do mundo, o que mereceu uma resposta algo dura de Rousseau.

Não determina os atributos de Deus, e não afirma peremptoriamente que o Ser seja perfeito, não admitindo outrossim, que intervenha nos actos do homem.