O PENSADOR

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RODIN
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quinta-feira, 7 de março de 2024

VOLTAIRE – TÉDIO E INQUIETUDE

 

A maioria dos homens nasceu para conviver quotidianamente com as convulsões da inquietude enquanto uns poucos vivem na letargia do tédio. 

Concordo com Voltaire que o trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade. Mas também constato que a maior parte dos trabalhadores vive ou miseravelmente ou descontente, formatada por rotinas obnubiladoras.

Trabalhar sem dissertar talvez seja o único meio de tornar a vida suportável. 

Será?


***


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O AMBICIOSO NÃO VALE SEQUER O QUE TEM



A personalidade do homem ao longo dos tempos tem sido moldada pelo trabalho, pelos bens materiais de que consegue dispor e pelo poder que alcança.
Daí a crise terrível que nos ameaça, onde cada um nem sequer vale o que tem.




O TRABALHO DOS PROSTITUTOS



Será o trabalho uma causa de felicidade ou de infelicidade?
Será preferível à ociosidade, mesmo que monótono ou excessivo?
Porque é que os ricos continuam a trabalhar como se fossem pobres?
A primeira função do trabalho é prover à subsistência do ser humano. A segunda, porventura, prende-se com a aniquilação do tédio, porquanto a quase totalidade dos homens desconhece o modo de ocupar o seu tempo.
Existem trabalhos que são verdadeiros actos de prostituição:
“Se alguém perguntar aos jornalistas americanos ou ingleses se acreditam na política dos jornais em que trabalham, verificará, suponho, que apenas uma pequena minoria acredita; os restantes, para ganharem a vida, prostituem o seu talento ao servirem objectivos que julgam ser nocivos.” (Russell). O mesmo se diga, entre outros, dos políticos enquanto sujeitos à disciplina partidária e dos advogados enquanto "ludibriam" a justiça em benefício dos seus clientes e das suas bolsas.




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A ESCRAVATURA DO SÉCULO XXI



As nações que maior crescimento económico apresentam, alimentam com um punhado de arroz os seus trabalhadores.
Quando adquirimos os seus produtos, nunca nos lembramos de que neles está violentamente espelhado o sofrimento atroz da escravatura contemporânea.




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

OS MEUS CÃES NÃO TÈM TÉDIO



O tédio é uma emoção humana. Os meus cães não têm tédio, não se aborrecem, eu sim.
“Ao aplicar-se à agricultura, a humanidade decidiu submeter-se à monotonia e ao tédio para diminuir o risco de morrer de fome. Quando os homens obtinham o seu alimento da caça, o trabalho era um prazer.” – Bertrand Russell, A Conquista da Felicidade.