O PENSADOR

O PENSADOR
RODIN
Mostrar mensagens com a etiqueta ARTE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ARTE. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

PICASSO E A ARTE

 

Para Picasso a arte não é a verdade. A arte é uma mentira que nos faz compreender a verdade e o artista tem de saber a forma como convencer os outros da verdade das suas mentiras.


Picasso era um artista no sentido amplo da palavra. Dá razão a Thoreau quando afirma que a mais alta condição da arte é não ser arte nenhuma.


Com doze anos conseguia desenhar como Rafael, mas segundo ele, precisou de uma vida inteira para aprender a pintar como uma criança.

Van Gogh era um pintor cuja arte nascia do sonho. Primeiro sonhava o quadro para depois pintar o sonho.

 

Talvez a arte não seja mais do que um sonho.


***


domingo, 18 de janeiro de 2015

DA ARTE




O artista é a origem da obra de arte. A obra de arte é também a origem do artista (Heidegger) – a origem de uma coisa é a proveniência da sua essência, que é o que uma coisa é como é.
No entanto, quer artista quer a sua obra dependem da arte.

Se com Kandinsky – Do Espiritual na Arte -, podemos concluir que a obra de arte é filha do seu tempo e por vezes mãe dos nossos sentimentos, já não estamos certos de que a arte seja uma forma de projectar a luz, nas profundezas do coração humano (Schumann). De uma forma simples e convencional, a arte apresenta-se-nos como a procura do belo – se optarmos pela definição de belo, entraremos no círculo vicioso a que nos procurávamos eximir – e aí terá uma forte componente decorativa. Uma obra bela será aquela para a qual não nos cansamos de olhar ou que podemos escutar sem enfadamento. 
A obra de arte – referimo-nos agora à pintura – deverá suscitar emoções que não sejam traduzíveis por palavras ou por quaisquer outros símbolos, não relevando aqui as opiniões dos obsoletos críticos, mas a forma como é vivenciada na generalidade.

Heidegger afirma, que as considerações por si tecidas na obra A origem da Arte, concernem ao próprio enigma da arte, o enigma que ela é em si mesma. E, não o desvendando, limita-se a constatá-lo.

Um quadro meu é uma improvisação e uma meditação inconsciente do infinito. Não tem outro intento que não seja o plasmado no espaço pictórico, sem princípio ou fim, dominado em regra, pela cor que conduz pela sua profundidade o nosso olhar para a infinitude. E, antes de ser verdadeiramente espiritual, deverá ser decorativo e agradável aos sentidos. 




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A FUNÇÃO DA ARTE



A arte defende-nos, “exorciza-nos do mal”, como diz Nietzsche. Mas só a obra que não tem princípio nem fim manifesta esse poder.