O PENSADOR

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RODIN
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domingo, 18 de janeiro de 2015

SOMOS AMBICIOSOS, CIUMENTOS, VAIDOSOS, INVEJOSOS, HIPÓCRITAS E ORGULHOSOS




É um facto de que somos ambiciosos, ciumentos, vaidosos, invejosos, hipócritas e orgulhosos.
Será que se assim não fosse, nada de grandioso teria sido feito no que chamamos “civilização”, vivendo ainda os homens como pastores ou agricultores pré-históricos?
Talvez Kant tenha razão. Mas, antes pastor num mundo sem vícios, sem criminosos da humanidade e de delito comum, corruptos, ladrões e oportunistas, do que “homem civilizado”, num mundo miserável a cujos males todos fechamos os olhos, cúmplices de um número incomensurável de atrocidades, e que de grandioso nada tem.
Se é o mal o ventre gestante do progresso, então, deste, fica explicada a sua dúbia natureza. 
Se nada de grande foi realizado no mundo sem paixão (Hegel), não deveremos questionar-nos em primeiro lugar quanto à natureza do que é grandioso? Podemos estar a constatar grandiosas deformidades morais ou verdadeiras monstruosidades. Somos nós que construímos a história. Mas que história é esta? A do mal que se converte em bem, do mal, puro e simples ou de um mal hipoteticamente sem validade própria?




A INVEJA É FONTE DE INFELICIDADE



A inveja é fonte de infelicidade. De todos os sentimentos negativos, é um dos mais negativos. O invejoso não só deseja a desgraça do invejado, como também sofre atrozmente por via do seu próprio desejo de possuir o que outrem possui. 




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

TIPOS DE PAIXÃO



Dependerá de nós a paixão? Qual o tipo de paixão profícua ao desenrolar da vida? A que engendra a inveja, o ódio, o ciúme? A que enlouquece os espíritos fracos ou fortalece os asnáticos? Obviamente, que apenas a paixão sem objecto, a que incide sobre o tudo e o nada, o belo e o feio, o bem e o mal, o ganho e a perda, poderá pacificar a mente.
Há homens que não sabem viver sem paixões. Não são estas que os encontram, mas aqueles que as produzem na incauta atitude de aniquilação do tédio.
Há paixões que nos enclausuram patologicamente no nosso próprio interior, num ego enrijecido e fortificado. A inveja, o ciúme, a autocompaixão, os sentimentos de culpa, são destruidores, o mesmo se passando com a vaidade.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

HÁ POR AÍ ALGUM INVEJOSO?



Se perguntarmos ao “mundo” se é ciumento, teremos muitas respostas total ou parcialmente confirmativas. O mesmo se passa com muitos outros sentimentos negativos e mesmo, com certas categorias de actos delituosos. Mas, no que à inveja respeita não consigo encontrar um único, quando essa é a regra de uma sociedade desmedidamente ambiciosa e cruel.




A DEMOCRACIA É UMA CONSEQUÊNCIA DA INVEJA



A democracia é uma consequência da inveja.